sexta-feira, 3 de agosto de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
RESENHA - BLOG PSYCHOBOOKS
Segunda-feira, 30 de janeiro de 2012.
Hey Galera!
Editora: Novo Século
Páginas: 320
ISBN: 9788576793281
Publicação:
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Sinopse: Jimmy, um escritor de sucesso, vivendo um momento de absoluto conflito emocional, sai para uma viagem sem rumo e acaba chegando à Gateville. Lá, o escritor se vê diante do maior mistério que até então vivenciou ou criou em seus romances e, sem que planejasse, assume o compromisso de descobrir o que aconteceu na noite em que o menino Tommy morreu. No entanto, as três crianças que estiveram com Tommy, no dia do crime, deixaram a cidade e Jimmy passa a procurá-las por vários lugares do mundo. Durante a procura pelos meninos de Gateville, a vida de Jimmy vai mostrando um lado que nunca havia sido exposto. Será que descobrir o que aconteceu com Tommy trará a redenção de um passado? É só isso que Jimmy pensa enquanto segue pista a pista, cidade por cidade até chegar ao Brasil.
Jimmy é um escritor de sucesso que resolve tirar um tempo pra si mesmo longe dos holofotes e correria de Nova York e, ao se dirigir ao seu último compromisso oficial antes de tirar suas férias, ele acaba indo parar numa cidadezinha chamada Gateville, no Canadá.
O mais estranho é que ele aparentemente desmaiou em consequência do uso de alguns remédios e ficou desacordado por 3 dias. Ao finalmente chegar a cidade, ele se depara com um clima totalmente fúnebre na cidade, também pudera, uma criança de 10 anos foi brutalmente assassinada e ainda não há suspeitos do crime.
Investigar o crime tornou-se uma obsessão para Jimmy e ele não irá descansar enquanto não solucionar o caso e dar um pouco de paz a cidade e a sua própria consciência...
O livro é extremamente envolvente e misterioso. Jimmy segue várias pistas, mas na maioria sempre volta de onde parou. O escritor fez uma bagunça na cabeça do leitor, quando achavamos que era, não era, isso quando não surgia uma nova questão a trama.
Sinceramente, o autor perdeu o foco em alguns pontos e se estendeu demais em algumas divagações/descrições.
A ambientação do enredo, narrado em primeira pessoa, leva o leitor "viajar" na imaginação. Alguns acontecimentos do livro pareciam saídos do filme/game Silent Hill, (o autor até faz referência ao jogo) e a determinação do Jimmy em desvendar o mistério custe o que custasse me lembrou muito o Mikael Blomkovist da trilogia Millennium (já resenhada por aqui).
Achei o final da história surpreendente e, coisa rara de se acontecer, minha louca imaginação não conseguiu chegar a uma conclusão, nem ao menos chegar perto de descobrir o que realmente aconteceu.
A sensação que tinha era de que nunca conseguiria chegar ao final de nada, quanto mais procurava pistas sobre o paradeiro dos meninos de Gateville, mais me envolvia com outras pessoas e seus problemas passavam a integrar minha vida. Precisava, de qualquer jeito, fazer uma limpeza em tudo que havia conseguidor até então para saber se tinha algo que pudesse me ajudar a dar um rumo à minha vida.
Página 204
Neverending White Lights - "The Warning"
American Head Charge - "Just So You Know"
Fever Ray - "Keep The Streets Empty For Me"
RESENHA - BLOG A MENINA QUE AMAVA LIVROS
Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012.
Resenha: Os Meninos de Gateville - Renatho Costa
Na mesma semana em que me deparo com críticas ferrenhas à literatura nacional, tenho a oportunidade de ler Os Meninos de Gateville, do Renatho Costa, um livro impactante e desconcertante. Terminei a leitura com a impressão de que as críticas que li estavam completamente equivocadas. Não sei o que a pessoa andou lendo, mas certamente não leu nada do Renatho, porque o seu romance de estreia é a prova viva de que a nova geração de escritores brasileiros está, sim, reagindo. E reagindo muito bem. Existe sim uma nova safra de escritores incríveis, que, infelizmente, permanecem ainda desconhecidos do grande público. Seria mais produtivo que pensássemos a razão disso ao invés de "crucificar" a literatura, que conta com nomes promissores - é só procurar! Acreditem em mim: vocês ainda vão ouvir falar desse autor.
Bem, se eu precisasse definir o livro em uma única palavra, seria arrebatador. Tive uma experiência literária marcante. Pela sinopse, eu já esperava um texto forte, mas não imaginei que mexeria tanto comigo. Em diversos momentos, tive que suspender a leitura para absorver tudo o que o autor estava transmitindo.
O que há de tão especial nesse livro?
Em primeiro lugar, é o livro de um escritor maduro, com uma carga psicológica intensa. Portanto, não é para qualquer um. Advirto que o contexto é dramático, pesado e triste. Algumas partes são angustiantes ou, como prefere o autor, desoladoras. Enfim, é um livro adulto, escrito para leitores maduros.
Dito isso, eu o caracterizaria como um thriller psicológico surpreendente. Um dos melhores que já li.
Jimmy (o protagonista) é um escritor renomado que, ao se deparar com um crime aparentemente insolúvel, mergulha em uma investigação que abre as portas de seu próprio passado. Hipnotizado pelo caso bizarro que assolou Gateville, cidadezinha do Canadá, Jimmy decide descobrir o verdadeiro autor do crime, o que coloca em risco seu trabalho e sua reputação, ao mesmo tempo que o obriga a se confrontar com os fantasmas de seu passado doloroso.
Uma narrativa excelente (na falta de palavra melhor para defini-la), em primeira pessoa, que nos prende do início ao fim. Como já disse, nada me preparou para o que encontrei nesse livro, uma vez que a sinopse não desvenda minimamente o enredo construído de forma magistral pelo autor. E digo magistral, porque Renatho construiu um protagonista difícil de definir, por não ser simples, comum ou caricato, e uma trama que revelou um estilo bem original. É esperado que em um romance dessa natureza, envolvendo crimes e mortes, haja um motivo e um assassino a ser descoberto. Contudo, em vários momentos, duvidei de que a verdade algum dia aparecesse. Não acreditei que o protagonista seria capaz de desmascarar o assassino, colocando um ponto final nas dúvidas e perguntas que assolavam a população de Gateville. E mais: duvidei que fosse capaz de regressar ao seu passado, que talvez estivesse perdido. Renatho não mantém o padrão clássico dos suspenses investigativos. O leitor não sabe se aquela história terá fim ou se será irrecuperável. E isso é muito instigante, porque não é óbvio.
Enfim, adorei o livro do Renatho, que já entrou para a minha lista de favoritos. Mais uma demonstração de que, muitas vezes, o regresso ao passado e a descoberta de nós mesmos é a chave para todos os mistérios.
Sinopse: Jimmy, um escritor de sucesso, vivendo um momento de absoluto conflito emocional, sai para uma viagem sem rumo e acaba chegando à Gateville. Lá, o escritor se vê diante do maior mistério que até então vivenciou ou criou em seus romances e, sem que planejasse, assume o compromisso de descobrir o que aconteceu na noite em que o menino Tommy morreu. No entanto, as três crianças que estiveram com Tommy, no dia do crime, deixaram a cidade e Jimmy passa a procurá-las por vários lugares do mundo. Durante a procura pelos meninos de Gateville, a vida de Jimmy vai mostrando um lado que nunca havia sido exposto. Será que descobrir o que aconteceu com Tommy trará a redenção de um passado? É só isso que Jimmy pensa enquanto segue pista a pista, cidade por cidade até chegar ao Brasil.
Sobre o autor: Renatho Costa começou a carreira escrevendo roteiros para vídeos institucionais, mas na sequência passou a trabalhar com teatro e teve vários de seus textos encenados (alguns premiados). Como um prolongamento da carreira dramatúrgica, Renatho passou a escrever contos e com Os meninos de Gateville estreia nos romances. Paralelamente à carreira artística, o autor também desenvolve atividade acadêmica, sendo especialista em Terrorismo e Oriente Médio.
RESENHA - BLOG PRÓLOGO DA LEITURA
Domingo, 18 de março de 2012.
OS MENINOS DE GATEVILLE - RENATHO COSTA
Título: Os Meninos de GatevilleAutor: Renatho CostaEditora: Novo Século
ISBN: 9788576793281
Páginas: 319
Ano: 2010
Sinopse: "Algumas pessoas me esperavam em frente da casa e assim que pus o pé para fora se aproximaram para desejar boa viagem. Em seus olhos havia mais que simplesmente um 'adeus', tive a impressão de que queriam dizer 'até breve'. Mas com a incumbência de trazer a paz de volta a Gateville. Tinham me livrado do julgamento e eu teria de pafar de alguma maneira! Olhei para todos e agradeci. Talvez também tenham entendido que em meu agradecimento havia mais que um 'obrigado', havia uma promessa particular de tentar chegar ao fundo daquele mistério e encontrar o culpado pela morte de Tommy" (Novo Século, 2010).
Resenha: Já no primeiro capítulo somos apresentados a Jimmy, um escritor bastante famoso, que se encontre em uma "crise existencial", mas ao contrário do que seu editor Larry deduz, não é apenas uma crise habitual de uma autor que terminou de escrever seu romance. Jimmy, desolado e um tanto desorientado, decide fazer uma viagem com o objetivo de ficar algum tempo sozinho e reencontrar certa paz. Deizando Nova York em uma visagem sem rumo, foi parar na região dos Grandes Lagos, entrando no Canadá, se perdeu e após sofrer um acidente acabou em Gateville.
Em circunstâncias bastante estranhas o escritor se interessa por um velório ocorrido na Igreja da cidade, que descobriu ter sido de uma criança, uma menino chamado Rommy. O menino havia sido assassinado de forma brutal, e logo a situação do famoso autor, somada à sua curiosidade, acabaram transformando-o no principal suspeito.
“Percebi que se eu não encontrasse a resposta para aquele crime, logo me transformaria no principal suspeito. O difícil era falar do assunto com os moradores da cidade, aquela era uma ferida que ainda não tinha cicatrizado.” (pp. 28)
Na mira do xerife, ele fica alguns meses em Gateville recolhendo informações sobre o crime e se surpreende quando a população aceita sua presença. O caso foi encerrado, por falta de provas e ninguém havia sido indiciado, a passividade do xerife incomodava Jimmy. O escritor acreditava que o mesmo não estava juntando os fatos e recolhendo evidências e quando decide deixar a cidade leva consigo a promessa particular de encontrar o culpado pelo crime.
“Às vezes sentia que, onde quer que eu fosse, mais distante ficaria das respostas que estava procurando. Sempre surgiriam fatos novos e seria cada vez mais difícil criar um vínculo entre eles. Talvez minha sina fosse vagar pelo mundo à procura de algo que estivesse fadado a permanecer incógnito.” (pp. 156)
Obstinado Jimmy se embrenha em uma “caçada” às 3 crianças que eram até então as últimas pessoas que estiveram com a vitima, abrangendo países, como: Canadá, EUA, Inglaterra, França, País de Gales e Brasil. Segundo às conclusões do escritor, elas poderiam até ser consideradas testemunhas ou talvez podiam estar omitindo informações imprescindíveis para a solução do caso.
Entre assassinatos, suicídios, fantasmas, mães de santo, entidades, espíritos e almas penadas, Jimmy em meio a uma nuvem de mistério investiga por anos o caso e acaba redescobrindo fatos de sua própria infância. A verdade pode não ser a resposta para as perguntas do escritor e talvez não tragam a redenção que o mesmo espera, mas o crime mudou a vida de Jimmy e o mundo não pode esquecer o acontecido, como Gateville o fez.
A capa desse título de autor brasileiro tem tudo a ver com a estória, a leitura se mostrou fantástica, a forma como o escritor narra os fatos envolve o leitor, prendendo sua atenção de forma que se torna impossível ler apenas algumas páginas. Uma característica que se torna evidente no decorrer do livro é a coerência com que todos os fatos se agrupam para dar forma e sentido a toda trama, que, diga-se de passagem, ocorre em uma atmosfera bastante sinistra.
O autor inseriu nesse romance recheado de suspense e investigação, passagens que descrevem de maneira forte e consistente, violências cometidas principalmente contra crianças. Apesar disso, acredito que o caráter investigativo do livro se sobressai, o fato do personagem principal ser um escritor deu certo charme a narrativa.
Classificação: ★★★★★(4/5)
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
RESENHA - BLOG NESSA NEWS
Segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Um crime brutal acontece em Gateville durante a estadia de Jimmy, causando ódio e revolta nos habitantes. O garoto Tommy é assassinado com requintes de crueldade, deixando a sua família em estado de choque e a população apavorada. Instigado pelo crime misterioso, Jimmy passa a coletar provas e investigar o que aconteceu com a criança.
Resenha - Os Meninos de Gateville - Renatho Costa
O livro Os Meninos de Gateville, de Renatho Costa, nos conta a estória do escritor Jimmy. Jimmy é um autor super conhecido por suas obras, e durante uma viagem, acaba indo parar em uma cidade do Canadá chamada Gateville. Gateville é uma cidade misteriosa e oculta, e que não consta em nenhum mapa.
Um crime brutal acontece em Gateville durante a estadia de Jimmy, causando ódio e revolta nos habitantes. O garoto Tommy é assassinado com requintes de crueldade, deixando a sua família em estado de choque e a população apavorada. Instigado pelo crime misterioso, Jimmy passa a coletar provas e investigar o que aconteceu com a criança.
Jimmy descobre que no dia do seu assassinato Tommy estava acompanhado por três garotos. Ele procura as crianças com afinco por Gateville, em busca de informações que solucionem o caso, mas descobre que todos os três não se encontram na cidade, e que ninguém tem um vestígio sequer do paradeiro deles.
Mas ele não desiste de procurar e continua investigando a respeito, viajando pelo mundo em busca dessas testemunhas. No seu roteiro de viagens, está incluído o Brasil, e é nas terras brasileiras que os fatos vão se elucidando pouco a pouco. As descobertas de Jimmy acabam o colocando frente a frente com o passado e despertando fatos adormecidos no mais recôndito do seu interior.
Ele insiste em não deixar impune o crime que ceifou a vida do pequeno Tommy, e move céus e terra para desvendar esse grande mistério. O tempo passa rapidamente, e é nesse ritmo desenfreado que ele procura o verdadeiro culpado pelo crime abominável...
Os Meninos de Gateville é um livro super interessante e misterioso, com uma narrativa que chama muito a atenção e envolve o leitor. A escrita de Renatho Costa lembra autores consagrados como Stephen King e James Patterson, mas devo afirmar que o nosso autor brasileiro consegue ser ainda mais cruel. As cenas descritas no decorrer da estória são muito, mas muito macabras! É preciso ter muito estômago durante a leitura.
As brutalidades descritas chocam mesmo, por envolver cenas violentas e norteadas com erotismo, ainda mais pela maioria da vítimas serem crianças. Quem não está preparado para esses fatos, desaconselho a leitura. Eu, particularmente, gostei muito do livro. Confesso ter ficado chocada em várias passagens, mas o desfecho foi muito bem feito e o final é surpreendente! Recomendo, com certeza!
domingo, 11 de setembro de 2011
RESENHA - BLOG GORGEOUS GIRL
Sábado, 10 de setembro de 2011
Book It: Os Meninos De Gateville - Renatho Costa
Os Meninos de Gateville por Renatho CostaEditora: Novo Século
ISBN: 8576793288
Páginas: 320
Ano: 2010
Preço: 34,90 (Liv. Cultura)
Antes de tudo, fiquei impressionada com OMG – e para completar a sigla do livro parece que já diz quase tudo, OH MY GOD (Oh, Meu Deus!). Eu não sei o que dizer, mas digo que eu quase mato o meu irmão e quase não durmo durante a madrugada. Quase mato o meu irmão por ele saber que eu estava lendo esse tipo de livro e ele assustar-me de tempos em tempos, daí já dá para saber o nível, né? Por isso que para começar essa resenha selecionei as músicas mais “macabras” no meu player para me ajudar na inspiração.
Prometo não soltar spoiler sobre o livro, prometo! Com minhas manias de não me levar pela a cabeça dos outros, pensei que “Os Meninos de Gateville” fosse um romance policial, daqueles do tipo de Sherlock Homes (vai saber por quê?!). Mas fui muito bem enganada até acontecerem algumas coisas bem estranhas com as pessoas ao redor do personagem principal do livro, James. Começou mais ou menos assim, Jimmy (como é chamado por seu editor) que é um escritor de Best-Sellers, sente se meio estranho ao escrever seus livros. Livros esses que são baseados em grandes pesquisas sobre problemas reais, principalmente com crianças e adolescentes. Decidido a relaxar mais a cabeça, a pedido de seu editor Larry, viaja para o Canadá, mas descobre Gateville acidentalmente (literalmente!) em sua viagem, sendo lá o ponto principal de tudo o que acontece durante a história.
Em Gateville, acaba de acontecer algo muito estranho, Jimmy bate seu carro e acorda sem saber onde está, mas por outra parte quando consegue se recuperar descobre do acontecimento local, onde famílias, policiais, religiosos estão apavorados com o ocorrido. Quando descobre o quão brutal foi o fato, faz uma promessa para Gateville, encontrar o culpado por isso. Mas as coisas vão ficando estranhas: perseguições, assassinatos, suicídios, traição, amores. A história por fim leva você para um caminho que você nunca pensou que fosse tomar. Fica a dica, não leia o primeiro capítulo e depois o último, você nunca vai saber o que é que acontece, esse opção para saber de toda a história foi deletada, a única opção restante é ler esse fabuloso livro, que dá um medinho, mas te prende do começo ao fim. Completando: Querido Renatho Costa, para que disse que meu estilo era diferente do seu livro, a partir de OMG, ele deixou de ser.
Tive um medinho? Sim! Tive um sustinhos? Sim! Tive vontade de bater em alguém? Sim! Tive vontade de gritar com alguém? Sim! Os Meninos de Gateville é um livro cheio de emoções. Emoções essas nunca sentidas na vida, que sentimos com este livro. Parabéns Renatho!
Até a próxima resenha :)
por Milla Barbosa
sábado, 20 de agosto de 2011
RESENHA - BLOG PARAÍSO DA LEITURA
Jimmy, um escritor de sucesso, vivendo um momento de absoluto conflito emocional, sai para uma viagem sem rumo e acaba chegando à Gateville, uma cidade que sequer consta no mapa.
Ao chegar à Gateville, o escritor se vê diante do maior mistério que até então vivenciou (ou criou em seus romances!) e, sem que planejasse, assume o compromisso de descobrir o que aconteceu na noite em que o menino Tommy morreu.
No entanto, as três crianças que estiveram com Tommy, no dia do crime, deixaram a cidade e Jimmy passa a procurá-las por vários lugares do mundo.
Durante a procura pelos meninos de Gateville, a vida de Jimmy vai mostrando um lado que nunca havia sido exposto... Será que descobrir o que aconteceu com Tommy trará a redenção de um passado? É só isso que Jimmy pensa enquanto segue a pista, cidade por cidade até chegar ao Brasil.
Um crime tão abominável quanto este precisa ser desvendado. O mundo não pode esquecê-lo, como Gateville o fez... mas tudo tem de ser feito com tempo marcado.
Dificilmente temos um autor brasileiro escrevendo romances policiais e de suspense. De alguma maneira, excetuando Patrícia Mello e Rubem Fonseca, o gênero é deixado meio de lado por aqui. Não me considero uma fã do gênero, mas depois de uma ótima critica por parte de uma amiga, resolvi ler Os Meninos de Gateville, me enveredando pela história de Jimmy Cleveland.
É difícil parar de ler para entender o que está se passando com esse personagem... O que mais me interessou foi a busca contínua pelo meninos que podiam ser suposta testemunhas para o crime acometido contra Tommy, um menino de apenas 10 anos. O tempo esteve muito presente durante a história principalmente no final, o desespero que nós sentimos por pensar que ele não vai conseguir evitar que o pior aconteça.
Quando comecei a leitura, percebi que não daria para parar. A construção do suspense é gradual, mas parece que a atmosfera criada por Renatho já estabelece uma expectativa no leitor. Quando você menos espera já está procurando pelos supostos assassinos de Tommy pelo mundo inteiro.
A capa do livro é um mistério à parte. Tão enigmática que possibilita inúmeras interpretações, mas que transmite uma sensação de desolação e tristeza. Isso acredito que seja perceptível facilmente. Também, se perceberem, na capa está esse homem caminhando sozinho por esse local frio deixando apenas suas pegadas... E, na contracapa, só vemos as pegadas. Esses aspectos da capa me chamaram muita atenção, mas somente depois que terminei a leitura e passei a apreciar o livro no intuito de descobrir alguma coisa além do que ele mesmo diz .
Não vou entrar nas minúcias da trama porque ela é o grande show do livro. Mas gostaria de avisar que até agora poucas pessoas têm conseguido escapar dessa armadilha construída pelo autor. Quem abre o livro e “chega à Gateville”, vai ficando e quando percebe já está torcendo para que tudo se resolva logo para que possa voltar a sua vida normal.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
RESENHA - BLOG POR TRÁS DAS LETRAS

“Jimmy, um escritor de sucesso, vivendo um momento de absoluto conflito emocional, sai para uma viagem sem rumo e acaba chegando à Gateville. Lá, o escritor se vê diante do maior mistério que até então vivenciou ou criou em seus romances e, sem que planejasse, assume o compromisso de descobrir o que aconteceu na noite em que o menino Tommy morreu. No entanto, as três crianças que estiveram com Tommy, no dia do crime, deixaram a cidade e Jimmy passa a procurá-las por vários lugares do mundo. Durante a procura pelos meninos de Gateville, a vida de Jimmy vai mostrando um lado que nunca havia sido exposto. Será que descobrir o que aconteceu com Tommy trará a redenção de um passado? É só isso que Jimmy pensa enquanto segue pista a pista, cidade por cidade até chegar ao Brasil.”
Ao lermos a sinopse não temos noção de quanto profundo, envolvente, dramático e aterrorizante esse livro pode ser. Eu experimentei as mais variadas sensações ao decorrer da leitura, ficando tão abalada em certas partes que tive que parar um pouco para respirar antes de continuar.
Até mais ou menos a metade do livro eu não imaginava que tanta coisa ruim poderia acontecer e achava que a estória ia ter um teor menos dramático. Resumidamente acho que o protagonista pode ser considerado um cara hiper azarado, pois ele e as pessoas a sua volta vivem rodeadas de tragédias. Senti pena dele como jamais senti de outro personagem em toda a minha vida literária. Posso dizer, sem sombra de dúvida, que esse foi o livro mais forte que já li. Forte tanto na temática dos assuntos abordados, como nas descrições chocantes das cenas dos assassinatos.
Mas a trama não é centrada na vida do protagonista e sim na sua tentativa de solucionar um crime bárbaro que aconteceu numa cidadezinha do interior onde, por acaso, ele um dia foi parar. Dedicando-se a ponto de se tornar uma obsessão, deixa de lado as obrigações da sua profissão e passa a viver atrás do assassino.
Como escritor, seu livro publicado deve ter vendido quase tanto quanto Harry Potter ou Crepúsculo (ta certo, to exagerando…). Eu digo isso porque além dele aparentemente ter muuuito dinheiro pra gastar (cheguei até a achar intimidante), parecia que todas as pessoas estavam lendo seu livro! As partes engraçadas da narrativa são as em que ele encontra com alguém que faz comentários sobre o livro sem saber que ele se trata do autor.
Eu só senti falta de uma explicação para o que aconteceu com o Jimmy durante os dias que ele ficou desacordado…
Super recomendado para pessoas de estomago forte que adoram um bom suspense!
Autor: Renatho Costa
Editora: Novo Século
Número de páginas: 320
Faixa de preço: entre R$ 23,91 e R$ 34,90 pelo site Buscapé.
Editora: Novo Século
Número de páginas: 320
Faixa de preço: entre R$ 23,91 e R$ 34,90 pelo site Buscapé.
Esse livro foi disponibilizado para o PTDL pelo nosso autor parceiro Renatho Costa, que o autografou e também enviou um lindo marcador.
Renatho, muito obrigada pelo carinho e pela confiança!
Uma ótima terça para todos!
Luh ~
Disponível em: http://portrasdasletras.net/osmeninosdegateville-renathocosta/#more-3389
sexta-feira, 17 de junho de 2011
RESENHA - BLOG VÍCIO EM LIVROS
Jimmy, um escritor de sucesso, vivendo um momento de absoluto conflito emocional, sai para uma viagem sem rumo e acaba chegando à Gateville. Lá, o escritor se vê diante do maior mistério que até então vivenciou ou criou em seus romances e, sem que planejasse, assume o compromisso de descobrir o que aconteceu na noite em que o menino Tommy morreu. No entanto, as três crianças que estiveram com Tommy, no dia do crime, deixaram a cidade e Jimmy passa a procurá-las por vários lugares do mundo. Durante a procura pelos meninos de Gateville, a vida de Jimmy vai mostrando um lado que nunca havia sido exposto. Será que descobrir o que aconteceu com Tommy trará a redenção de um passado? É só isso que Jimmy pensa enquanto segue pista a pista, cidade por cidade até chegar ao Brasil. Jimmy é um escritor famoso que acaba de publicar um livro - Treze cantos dos Estados Unidos - onde ocorrem vários assassinatos bem brutais, em especial com crianças. Quando vai a uma viagem ao Canadá, acaba, sem querer, chegando a Gateville - uma pequena cidade que parecia bem pacata até aquele dia - e não foi porque ele chegou agitando as coisas.
Lá ocorre o assassinato de um menino de 10 anos de forma bem brutal (sério, preparem os sacos de lixo porque isso mexe com o estômago). O maior problema é que o delegado da cidade está desconfiando que Jimmy seja o culpado já que não tem álibi. Na tentativa de solucionar o caso e provar sua inocência - até pra si mesmo - ele parte em uma missão para descobrir o verdadeiro assassino.
A esperança dele é conseguir convencer uma das três crianças que estavam com o garoto na noite da morte, mas nenhuma delas quer falar. E mais, parece que fazem de tudo para desaparecer sempre que ele as encontra.
Jimmy começa uma busca pelo mundo atrás de pistas sobre aquela data - ele deve ter economizado muitas milhas, porque foi um tal de viagem pra Paris, Londres, New York, Boston...e tudo em 1ª classe ok!! Ó inveja...rs. Mas a cada nova pista que ele juntava, mas vinte perguntas surgiam em sua mente...parecia um caso sem solução.
No meio desse vai e vem louco, nova informações vão aparecendo, inclusive sobre envolvimento de magia negra, novos personagens aparecem - inclusive um fantasma - e claro, novas mortes também. E se você achava que a primeira tinha horror o suficiente, espere os próximos capítulos...
Preciso dizer que algumas cenas realmente mexeram comigo pelo horror que foi passado, é algo muito cruel e violento, pois mais do que o crime em si o jeito como eles foram largados é algo desumano. Não acredito que seja um tipo de livro recomendado para menores de 18 anos.
O final foi muito bem elaborado e me surpreendeu em certos pontos, inclusive em relação a atitude duvidosa de alguns personagens. Eu tenho uma única crítica a fazer - em alguns momentos o livro ficou meio cansativo por causa desse vai e vem dele incontrolável.
Ah, e antes que eu esqueça, preciso fazer um comentário bem pessoal...não gostei da imagem do Brasil durante o livro. Ok, sei que Jimmy não era lá fã do país, e tinha seus motivos pra isso, e não nego que tivemos um período muito negro, e que o livro é sobre crimes mas poxa ... : / É eu confesso, sou patriota demais, meu sangue deve ser verde e amarelo, só pode rsr.
Mas como sou imparcial nesse ponto...o livro é muito bom, vale a pena. E preparem-se para os assassinatos.
Autor: Renatho Costa
Editora: Novo Século (selo Novos Talentos)
segunda-feira, 13 de junho de 2011
RESENHA - BLOG OLHOS DE RESSACA
Sábado, 04 de junho de 2011
Jimmy, um escritor de sucesso, vivendo um momento de absoluto conflito emocional, sai para uma viagem sem rumo e acaba chegando à Gateville. Lá, o escritor se vê diante do maior mistério que até então vivenciou ou criou em seus romances e, sem que planejasse, assume o compromisso de descobrir o que aconteceu na noite em que o menino Tommy morreu. No entanto, as três crianças que estiveram com Tommy, no dia do crime, deixaram a cidade e Jimmy passa a procurá-las por vários lugares do mundo. Durante a procura pelos meninos de Gateville, a vida de Jimmy vai mostrando um lado que nunca havia sido exposto. Será que descobrir o que aconteceu com Tommy trará a redenção de um passado? É só isso que Jimmy pensa enquanto segue pista a pista, cidade por cidade até chegar ao Brasil.
Comentários:
Se fosse usar uma palavra para definir Os Meninos de Gateville seria instigante. Esse livro me prendeu pois cada vez que passava um capitulo, ou uma página ou situação tentava descobrir o fim ou quem foi o assassino ou o que tinha acontecido na vida de Jimmy.
O livro conta a história de Jimmy, um escritor que não possui uma vida muito tranquila e após lançar seu último livro, um romance que envolve assassinatos, e sua obra vira um best seller, porém ele fica confuso e perdido e pede para seu editor, Larry, para tirar um tempo e poder descansar mas ele ainda precisa cumprir um compromisso e no caminho ele acaba se perdendo e parando em uma cidade chamada Gateville. Chegando neste local ele descobre que uma criança acabou de ser assassinada brutalmente e ele começa a se envolver com esse crime e descobre que junto com Tommy, a criança que morreu, tinham mais três crianças que alegavam não saberem o que aconteceu com o menino. Jimmy se envolve tanto com este crime que não consegue fazer mais nada até descobrir o que realmente aconteceu com o pequeno Tommy e começa uma caçada pelas crianças que estavam com ele e por qualquer tipo de pista que o leve a uma resposta e com isso Jimmy vai acabar descobrindo coisas sobre a própria vida também.
O livro me segurou porque em vários momentos ficava tentando descobrir o que tinha acontecido tanto com Tommy como o passado de Jimmy e a cada nova pista minhas teorias mudavam e posso dizer que o final foi uma surpresa. Sem contar que Jimmy é aquela pessoa que atrai o azar, tudo o que puder dar errado acontece em sua vida deixando mais pontos de interrogação e estranhas coincidências durante a história. Os assassinatos narrados são sempre brutais, apesar das descrições serem completas elas são breves, porém para quem não gosta muito desse estilo o livro não é muito recomendado. A narrativa é em primeira pessoa, o que geralmente não me agrada, mas nesse livro não foi um problema, até ajudou aumentar a tensão. Senti falta de algumas situações serem mais exploradas ou explicadas, mas a trama e o mistério são muito bons.
Disponível em: http://olhosderessaca25.blogspot.com/2011/06/os-meninos-de-gateville-renatho-costa.html#comments
BLOG S2 LER - ESPECIAL AUTORES PARCEIROS
Sexta-feira, 03 de junho de 2011
Oi pessoal!
Hoje voltei com mais um ESPECIAL: AUTORES PARCEIROS. Fazia tempo que não dava uma atualizada nessa seção e já estava com o livro da parceria lido há mais de 2 meses! Conclusão: aproveitei para reler, claro, pois o livro é realmente fantástico.
Estou falando de OS MENINOS DE GATEVILLE do autor nacional RENATHO COSTA.
Conheci o livro através de resenhas em alguns blogs e entrei em contato com o autor para a parceria. O Renatho foi super bacana, aceitou a parceria e cedeu um exemplar para resenha.
Quando iniciei a leitura do livro, sabia que se tratava de uma história sobre um crime, mas jamais imaginei a profundidade dela. Mas vou contar sobre isso na resenha, primeiro quero apresentar o autor a vocês.
Mari

Meu nome é Renatho Costa, nasci em São Paulo, logo que terminei o ensino médio comecei o curso de cinema, mas depois, por uma série de situações, acabei deixando e, quase que simultaneamente, passei a trabalhar com teatro.
Sempre escrevi, desde muito cedo, mas quando fui trabalhar com uma companhia de teatro que tive a oportunidade de começar a dirigir minhas próprias peças. Depois, percebi que dirigir não era algo que gostava tanto, então passei apenas a escrever para teatro. Alguns anos depois fui morar fora do Brasil e quando retornei decidi que iria estudar Relações Internacionais. Voltando ao Brasil iniciei esse curso, me formei, iniciei, na seqüência, o mestrado em História e, logo após, o doutorado em História. Por fim, minha vida acadêmica acabou se focando em dois temas específicos: Oriente Médio e Terrorismo.
Mas as duas carreiras; artística e acadêmica são desenvolvidas simultaneamente. Felizmente terei duas peças minhas estreando esse ano, uma em São Paulo e outra em Palmas. Talvez tenha mais duas, em São Paulo e Rio de Janeiro.
Agora que vocês já conheceram o Renatho, vou contar um pouquinho sobre OS MENINOS DE GATEVILLE. Já aviso aos fracos de estômago: preparem-se psicologicamente para a leitura, pois ela é pesada, chocante, crua e não contém sutilezas.
Ao ler a sinopse do livro já morri de vontade de lê-lo. Pensava ser mais um romance policial (que tanto amo). Mas estava enganada. OS MENINOS DE GATEVILLE não é apenas um livro de mistério acerca de um assassinato, não é um livro que te leva a desvendar um assassino, mas é uma história com um crime chocante, por motivos devastadores e sobrenaturais, que nos faz refletir sobre o ser humano, e a maldade que pode envolvê-los.
Esse é o gênero que mais me fascina, mas, ao mesmo tempo, para umescritor, acredito que seja o mais perigoso. Isso porque, se o leitor “não entrar na sua história” não há outra maneira de conquistá-lo. Então, sempre li romances policiais e sou um grande fã de histórias sobrenaturais do tipo de Arquivo X. Assim, quando estava desenvolvendo a trama de meu livro, resolvi que deveria trabalhar com temas que gosto e que me instigaria. Queria, antes de tudo, me divertir enquanto escrevia. E esse tipo de trama se parece com um grande quebra-cabeça.
Cada parte que criava da história, mais me sentia empolgado. Acho que esse tipo de literatura, que, evidentemente, é para entretenimento, deve buscar romper barreiras, mas deixar algumas pistas para que o leitor sinta que seria possível acontecer. Foi o que tentei fazer. Por isso que existem algumas referências a fatos e pessoas reais no meio da trama. Esse é outro aspecto que gosto muito, ou seja, misturar realidade e ficção.
O livro está com o título provisório de “O último ano do começo de nossas vidas”, numa menção à passagem da adolescência desses três personagens para a vida adulta e ainda numa situação limite, como essa. Só estou terminando de redigir minha tese de doutorado e já voltarei a escrevê-lo.
Oi pessoal!
Hoje voltei com mais um ESPECIAL: AUTORES PARCEIROS. Fazia tempo que não dava uma atualizada nessa seção e já estava com o livro da parceria lido há mais de 2 meses! Conclusão: aproveitei para reler, claro, pois o livro é realmente fantástico.
Estou falando de OS MENINOS DE GATEVILLE do autor nacional RENATHO COSTA.
Conheci o livro através de resenhas em alguns blogs e entrei em contato com o autor para a parceria. O Renatho foi super bacana, aceitou a parceria e cedeu um exemplar para resenha.
Quando iniciei a leitura do livro, sabia que se tratava de uma história sobre um crime, mas jamais imaginei a profundidade dela. Mas vou contar sobre isso na resenha, primeiro quero apresentar o autor a vocês.
Mari
BIOGRAFIA: (nas palavras do autor)

Meu nome é Renatho Costa, nasci em São Paulo, logo que terminei o ensino médio comecei o curso de cinema, mas depois, por uma série de situações, acabei deixando e, quase que simultaneamente, passei a trabalhar com teatro.
Dei aula em faculdade na cidade de São Paulo até o ano passado, mas depois acabei assumindo o cargo de professor assistente na Unipampa, numa cidade bem pequena no interior do Rio Grande do Sul. Sant’Ana do Livramento é o nome da cidade e fica na fronteira do Brasil com o Uruguai.
Atualmente estou terminando minha tese de doutorado, que discute a situação política do Irã, então, tive a oportunidade de estar por lá e conhecer melhor o país.
Mas as duas carreiras; artística e acadêmica são desenvolvidas simultaneamente. Felizmente terei duas peças minhas estreando esse ano, uma em São Paulo e outra em Palmas. Talvez tenha mais duas, em São Paulo e Rio de Janeiro.
Coincidentemente, são duas montagens de mesmos textos, um deles se chama “Violência” e o outro “Dias Difíceis Dentro Da Dor Do Desencontro”. Como sempre fui fascinado por escrever, ano passado estreei em mais um segmento, a literatura.
RESENHA:
OS MENINOS DE GATEVILLE
Agora que vocês já conheceram o Renatho, vou contar um pouquinho sobre OS MENINOS DE GATEVILLE. Já aviso aos fracos de estômago: preparem-se psicologicamente para a leitura, pois ela é pesada, chocante, crua e não contém sutilezas.
Ao ler a sinopse do livro já morri de vontade de lê-lo. Pensava ser mais um romance policial (que tanto amo). Mas estava enganada. OS MENINOS DE GATEVILLE não é apenas um livro de mistério acerca de um assassinato, não é um livro que te leva a desvendar um assassino, mas é uma história com um crime chocante, por motivos devastadores e sobrenaturais, que nos faz refletir sobre o ser humano, e a maldade que pode envolvê-los. Jimmy é um escritor de sucesso que está passando por um conflito interno. Com vontade de se afastar um pouco das responsabilidades e prazos dados por seu agente, sai para uma viagem sem destino certo. Porém Jimmy sofre um branco e, de forma misteriosa, vai parar na pequena cidade de Gateville.
Gateville está afundada em tristeza. O jovem Tommy foi assassinado em uma casa misteriosa e de maneira extremamente cruel. Outras crianças estavam com Tommy no dia do assassinato, mas todas elas foram embora da cidade sem contar o que havia acontecido com o amigo e sem dar pistas para onde foram.
Jimmy é muito bem recebido em Gateville e acaba se envolvendo na história do garoto. Ele acabara de escrever um livro sobre crimes extremamente violentos, e por isso, acredita que pode encontrar o culpado desse crime horrível. O que Jimmy não sabe é que mexer nesse vespeiro é perigoso, e mais pessoas podem morrer.
OS MENINOS DE GATEVILLE é um livro realmente impressionante. Após a chocante descrição da morte de Tommy parei de lê-lo por dois dias, pois precisava me recuperar. Adoro livros de crimes, mas a forma como Renatho descreveu a morte do garoto me impressionou demais. A história toda é muito bem escrita, o suspense dura até o final e não bastando todo o mistério que envolve a morte de Tommy, Jimmy vai descobrindo que sua própria infância fora um mistério, e que ele apagara da memória as coisas ruins para não sofrer.
O livro é extremamente angustiante e conforme Jimmy vai fazendo suas descobertas, tanto em relação a morte de Tommy, como em relação a seu próprio passado, vamos sofrendo junto com ele e sentindo como se fossemos ele.
Renatho conseguiu escrever um romance policial mesclado com o sobrenatural, mas em momento algum conseguimos encarar o livro apenas como isso, pois o autor tornou as personagens tão humanas e com sentimentos tão profundos, que aquela curiosidade para descobrir logo o culpado sai de cena para dar lugar a um sentimento de empatia e compaixão.
Sempre fui apaixonada por romances policiais, mas creio que essa foi a primeira vez que um deles me emocionou. Chorei, sofri e tive até dor de estômago com algumas passagens.
Uma vez disse aqui no blog que adoro quando um livro provoca algumas reações em mim, mas quando ele provoca reações físicas é porque ele realmente merece ser lido, e OS MENINOS DE GATEVILLE é esse tipo de livro, um livro para ser sentido, sofrido, chorado...
ENTREVISTA:
1. Quando e como você resolveu que queria se tornar escritor? Teve o apoio de alguém em especial?
Na verdade, desde quanto tinha 12 anos já escrevia. Bem novo resolvi que escreveria uma novela e mandaria para a Rede Globo para que eles montassem. Fiz isso, mandei, mas nunca recebi a resposta! Enfim, desde muito pequeno assistia novelas e filmes, e isso me deixava fascinado. Eu era do tipo que escrevia os textos para serem encenados pelos colegas de sala de aula. Desde pequeno minha mãe sempre deu muito apoio ao que eu escrevia, tudo que precisava ela me ajudava e assistia todas as montagens de peças. Quando decidi estudar cinema, ela e meu pai acharam que seria difícil, mas deram todo o apoio necessário. Por isso, não posso dizer que tive o apoio de ninguém do mundo literário, em especial. Conheci muitas pessoas que me apoiaram na carreira de dramaturgo, muita gente que me apresentou a outras pessoas e acabei tendo a possibilidade de ver meus textos encenados. Mas, com relação a me tornar um escritor de livros, foi um impulso natural, quis tentar outras formas de me expressar em entendi que seria o momento de me aventurar pelo romance.
2. Conta pra gente como surgiu a ideia de enredar pelo caminho do romance policial com um toque do sobrenatural.
Esse é o gênero que mais me fascina, mas, ao mesmo tempo, para umescritor, acredito que seja o mais perigoso. Isso porque, se o leitor “não entrar na sua história” não há outra maneira de conquistá-lo. Então, sempre li romances policiais e sou um grande fã de histórias sobrenaturais do tipo de Arquivo X. Assim, quando estava desenvolvendo a trama de meu livro, resolvi que deveria trabalhar com temas que gosto e que me instigaria. Queria, antes de tudo, me divertir enquanto escrevia. E esse tipo de trama se parece com um grande quebra-cabeça. Cada parte que criava da história, mais me sentia empolgado. Acho que esse tipo de literatura, que, evidentemente, é para entretenimento, deve buscar romper barreiras, mas deixar algumas pistas para que o leitor sinta que seria possível acontecer. Foi o que tentei fazer. Por isso que existem algumas referências a fatos e pessoas reais no meio da trama. Esse é outro aspecto que gosto muito, ou seja, misturar realidade e ficção.
3. OS MENINOS DE GATEVILLE é um livro bastante pesado e com mortes chocantes. Como foi o processo de criação dessas passagens e como foi optar por fatos que confrontassem o que o leitor considera comum para crimes?
De fato, algumas das mortes, se é que podemos chamar assim, seriam “obras de arte” no gênero. Queria muito trabalhar com esse aspecto abominável de nossa sociedade, ou seja, a morte violenta. De certa forma, muita gente detesta esse tema, mas sente-se instigada a entender o que leva alguém a executar tamanha barbaridade. Muitas vezes as pessoas param e ficam assistindo um noticiário só porque se diz que a morte foi “extremamente violenta”. Enfim, as pessoas têm curiosidade pela morte e muito mais pela violência.
Quando estava escrevendo “Os meninos de Gateville” já sabia que iria utilizar esse recurso na história. Queria muito poder construir um cenário que fosse repugnante, mas que as pessoas sentissem curiosidade para ouvir sobre os detalhes. Então, os crimes são narrados e bem detalhados, tudo no intuito de que o leitor sinta exatamente como se tivesse entrando nos lugares.
O mais interessante em tudo isso é que muitas pessoas que entram em contato comigo comentam sobre esses crimes, mas “gostam” deles. Acham abominável, mas sentem que não poderiam ocorrer de outra maneira na trama. A violência, estilizada, acaba sendo algo que atrai as pessoas... pelo menos tenho essa impressão. Por isso que não utilizei recursos convencionais que muitos autores
usam para expor as mortes. Nessa história, não basta saber quem matou e porquê, precisa entender a razão pela qual se cometeu tamanha violência.
usam para expor as mortes. Nessa história, não basta saber quem matou e porquê, precisa entender a razão pela qual se cometeu tamanha violência.
4. Por qual razão você decidiu ambientar parte da história no exterior?
Porque antes de transformar essa trama em um romance, tinha programado para que fosse um modelo de “aventura num site”. Juntamente com um webdesigner chamado Rodrigo Malagoli, fizemos um site no qual um jornalista tinha tido contato com um crime e sairia pelo mundo à procura de informações sobre o culpado. Nossa intenção era postar diariamente acerca da procura dele pelo mundo, e, pra isso, eu escrevi vários “diários” sobre a andança do personagem pelo planeta. Às vezes, para que as pessoas pensassem que era uma aventura verdadeira, colocávamos
recortes de jornais de outros países falando sobre temas que tinha relação com a procura do crime.
recortes de jornais de outros países falando sobre temas que tinha relação com a procura do crime.
A razão de a história ter parte de sua ambientação no exterior foi porque não queríamos que as pessoas soubessem se era verdade ou mentira, se a trama não ocorresse em apenas um local, seria mais difícil confirmar, daí criamos o site em inglês e português... Mas depois que postamos na internet não conseguimos fechar nenhum patrocínio e acabamos deixando o projeto de lado. Mas restaram os diários que eu havia escrito e eles foram a base para o romance.
Foi isso, ambientá-lo no exterior e no Brasil tinha servido para dificultar o internauta e como a trama já estava bem montada dessa maneira, resolvi mantê-la assim quando comecei a escrever o livro.
Foi isso, ambientá-lo no exterior e no Brasil tinha servido para dificultar o internauta e como a trama já estava bem montada dessa maneira, resolvi mantê-la assim quando comecei a escrever o livro.
5. Jimmy é o personagem principal do livro, um escritor em crise que se depara com uma situação inusitada e com um passado sombrio. Como foi o processo de construção desse personagem? Você se baseou em alguma obra, filme, em alguém que já conheceu para compor alguma das facetas do personagem?
Você definiu bem, “um passado sombrio”. Mas na verdade nem ele sabe exatamente o que está acontecendo com sua vida. E isso o incomoda muito, parece que não consegue viver completamente. Acho que essa angústia atinge a todos nós, parece que sempre está faltando algo em nossas vidas. Talvez a diferença no Jimmy é que tudo ao seu redor conspira contra ele.
Às vezes, quando estava escrevendo até ficava com dó dele. Talvez ele tenha uma pouco do anti-heroi, aquele que tenta salvar o mundo, mas não consegue sequer resolver sua vida.
Acho que o Jimmy é uma coletânea de muitos personagens que fui lendo durante minha vida, mas ao mesmo tempo é uma pessoa comum, que está no lugar errado, no momento errado. Se não tivesse chegado a Gateville, provavelmente continuaria vivendo angustiado pelo resto da vida, mas quando se depara com aquela morte tão violenta de um menino de dez anos, de alguma forma, aquilo mexe com sua vida.
Muitas vezes as pessoas transformam suas vidas diante de alguns acontecimentos, entendo que isso que aconteceu com Jimmy. De alguma maneira, que ele não sabia exatamente porque, se viu na obrigação de resolver o crime. Algumas pessoas me mandam e-mails dizendo que em determinado momento da trama ficam tão sensibilizadas com o Jimmy que preferem focar a leitura não mais na resolução do crime, mas em como ele conseguirá resolver sua vida. Achei muito
interessante esse comentário, quando ouvi pela primeira vez. Quando escrevi queria que fosse algo mais que um simples jogo de procurar o crime, queria que o personagem tivesse algum carisma, nem que despertasse esse sentimento. Na verdade, o que percebo é que escrevi sobre uma pessoa perdida no mundo que fica buscando razões para sobreviver... evidentemente que lá para o final da trama é apontada uma das razões pelas quais ele vive dessa maneira.
interessante esse comentário, quando ouvi pela primeira vez. Quando escrevi queria que fosse algo mais que um simples jogo de procurar o crime, queria que o personagem tivesse algum carisma, nem que despertasse esse sentimento. Na verdade, o que percebo é que escrevi sobre uma pessoa perdida no mundo que fica buscando razões para sobreviver... evidentemente que lá para o final da trama é apontada uma das razões pelas quais ele vive dessa maneira.
6. Como dito anteriormente, Jimmy é um personagem escritor. Em OS MENINOS DE GATEVILLE existe diversas passagens que falam dos livros escritos por Jimmy. Como foi “escrever um livro dentro de outro livro”?
Essa parte foi interessante. Como tinha dito antes, queria muito trabalhar com a violência no livro, mas por outro lado, queria fazer com que o leitor criasse seu entendimento sobre o que é violência. Então, um dos livros que o Jimmy acabou de escrever antes de ir para Gateville foi “Os treze cantos dos Estados Unidos”. Durante a leitura de meu livro, não o do Jimmy, exponho que as pessoas fuçam repudiadas com o requinte de violência que ocorre em cada um desses crimes. Mas não narro nenhum desses crimes, apenas dou dicas... e o legal é que as pessoas que lêem o livro criam as cenas e sentem a violência.
Então, como a trama é muito pesada e ao mesmo tempo é uma procura de pista incessante,
resolvi criar mais uma maneira para “brincar com o leitor”. Então a gente fica conhecendo um pouco da obra do Jimmy. Evidentemente que até esse livro tem alguma relação com tudo que Jimmy está vivendo no momento.
resolvi criar mais uma maneira para “brincar com o leitor”. Então a gente fica conhecendo um pouco da obra do Jimmy. Evidentemente que até esse livro tem alguma relação com tudo que Jimmy está vivendo no momento.
Acho que as pessoas terminam de ler “Os meninos de Gateville” com vontade de conhecer “Os treze cantos dos EUA”, mas nunca escreveria esse livro porque poderia frustrar muitas pessoas que já criaram maneiras ultra violentas de mortes e não conseguiria satisfazer a todos.
7. Qual a expectativa que você tinha, em relação aos leitores, quando eles lessem seu livro? Pergunto isso por que na dedicatória você desejou que eu tivesse momentos de entretenimento e tensão, mas mais que isso, tive momentos de choque, angústia e até dor física, pois é impossível não sentir o que as personagens sentem. Você imaginou ou desejou que o leitor tivesse esse tipo de reação?
Bom... deixe-me pensar! Na verdade o que sempre quis foi que os leitores entrassem na história. Se conseguissem entender a angústia do Jimmy, com certeza teriam um caminho aberto para sentirem tudo que ele passa.
Evidentemente que cada pessoa vivencia de uma maneira essas situações que ele passa. Agora, quando você me diz que vivenciou tudo isso, sinto-me “satisfeito”, pois consegui levá-la a um estágio de leitura que nem sempre conseguimos chegar.
Evidentemente que cada pessoa vivencia de uma maneira essas situações que ele passa. Agora, quando você me diz que vivenciou tudo isso, sinto-me “satisfeito”, pois consegui levá-la a um estágio de leitura que nem sempre conseguimos chegar.
Esse envolvimento com uma trama é o que todos os escritores procuram para seus leitores, mas é difícil demais. Se conseguir fazer com que o leitor se entretenha com a trama já é um gol, se ele envolver-se com a trama a ponto de viver toda essa angústia, é uma goleada!!!
Acho que como em qualquer história, seja no cinema, teatro, literatura, etc, o que se procura é o envolvimento. Nesse caso, apesar dos aspectos negativos da dor, fico feliz que tenha conseguido levá-la ao extremo dos sentimentos. Se outros leitores vivenciarem a trama dessa maneira, já estarei
realizado!
realizado!
8. Você já tem ideia para um próximo livro? Se tiver, pretende continuar nesse caminho dos livros policiais?
Tenho sim, como disse, gosto muito desse gênero e vou continuar nele. Já estou com a trama construída e apenas preciso de mais algum tempo para acertar alguns detalhes. Essa trama se passará no Brasil, mas com algumas conexões com o Paraguai e Uruguai. Um crime violento ocorre durante uma viagem de formatura de um grupo de ensino médio. Três pessoas desse grupo são envolvidas nesse crime e a vida deles se transforma brutalmente.
Diferentemente dessa trama de “Os meninos de Gateville” que somente em determinado momento o
tempo passa a pressionar o Jimmy, nessa nova trama no prazo de 15 dias tudo tem de ser resolvido, senão...
tempo passa a pressionar o Jimmy, nessa nova trama no prazo de 15 dias tudo tem de ser resolvido, senão...
O livro está com o título provisório de “O último ano do começo de nossas vidas”, numa menção à passagem da adolescência desses três personagens para a vida adulta e ainda numa situação limite, como essa. Só estou terminando de redigir minha tese de doutorado e já voltarei a escrevê-lo.9. Sabemos que no Brasil é um pouco complicado lançar um livro. Como foi esse processo pra você? Quais etapas seguiu? O que você sentiu ao ver seu livro impresso?
Bom, você resumiu bem: complicado! Para todos os novos escritores é assim mesmo. Eu escrevi meu livro, depois enviei para uma editora e nem tive resposta. Antes de enviar para outra, encaminhei a um editor chamado Felipe Greco. Ele fez a leitura do texto e fez alguns comentários que foram fundamentais para a estrutura do livro. Depois só enviei para a Novo Século e eles me propuseram uma parceria.
Como sempre acreditei no livro, aceitei a proposta e, por sorte, já o lancei na Bienal de São Paulo no ano passado. Depois disso, apesar de a editora prestar algum auxílio na divulgação, sempre tive em mente que isso dependeria de mim. Assim, como entendo que a melhor maneira para ter a opinião do público é me comunicando com ele, descobrir quão importante são os blogs literários, como esse.
Acho que depois disso, minha ansiedade maior é saber o que as pessoas acham do livro. Por isso, cada crítica, cada resenha, cada e-mail que recebo, comemoro. Sejam positivos ou negativos, o importante é que as pessoas falem sobre o livro! Porque a sensação de tê-lo na mão é incrível. Já tinha vivido a sensação de ver um texto se transformar numa encenação teatral (e foi incrível), agora
pude vivenciar esse momento de ver esse monte de páginas reunidas em um volume... um filho, que seja o primeiro de muitos!
pude vivenciar esse momento de ver esse monte de páginas reunidas em um volume... um filho, que seja o primeiro de muitos!
10. Para você, qual a importância da literatura e do hábito de ler?
Acredito que seja fundamental pra tudo. Em nossa cultura o conhecimento é transmitido através dos livros, assim, é fundamental que as pessoas tenham acesso a eles. Percebo que muitas pessoas têm dificuldade em compreender textos porque não tiveram acesso à literatura desde pequeno.
Acredito que se a literatura for introduzia a vida das pessoas de maneira agradável, através de textos que atendam aos interesses de sua idade, para que, quando chegarem a determinado momento, assimilam completamente essa linguagem e percebem o quão agradável e importante é ler. Temos somente dois problemas com isso: no Brasil o livro é caro e as pessoas, atualmente, preferem a informação imediata. Nesse sentido, a televisão e o cinema suprem essas necessidades. O grande problema é que as pessoas perdem a capacidade crítica, pois sempre esperam que “contem algo para eles, expliquem”, nunca buscam ler para entender e tirar suas próprias conclusões.
RAPIDINHAS:
a) Um livro: Cem anos de solidão
b) Um autor: Stephen King
c) Uma música: Times Like These
d) Uma banda: Oasis
e) Um filme: Cinema Paradiso
f) Um ator: Al Pacino
g) Uma atriz: Fernanda Montenegro
h) Uma frase: “Why so serious?”
b) Um autor: Stephen King
c) Uma música: Times Like These
d) Uma banda: Oasis
e) Um filme: Cinema Paradiso
f) Um ator: Al Pacino
g) Uma atriz: Fernanda Montenegro
h) Uma frase: “Why so serious?”
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